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Canoas/RS, 02 de outubro de 2017.

QUEM É JOSÉ LUIS LIPPERT DA SILVA

José Luis Lippert da Silva é sobrinho de João Lippert e sócio do IESES - Instituto Educacional Sagrado Espírito Santo. José Luís Lippert da Silva presenciou a extorsão mediante sequestro que sofreu João Lippert em 23 de janeiro de 1999, sendo iniciado o crime na Unidade de Ensino IESES que estava sendo implantada na cidade de Sapucaia do Sul/RS.

José Luís Lippert da Silva estava na Unidade de Ensino IESES com João Lippert e seus filhos Chiara e Robson, quando o crime aconteceu, cometido por Tirone Lemos Michelin, que afirmou ser o sequestro a mando dos reitores da ULBRA na época, Ruben Eugen Becker, Leandro Eugênio Becker e Pedro Menegat.


Tirone Lemos Michelin - Ruben Eugen Becker - Leandro Eugênio Becker - Pedro Menegat

José Luís Lippert da Silva foi quem dirigiu o veículo de João Lippert, uma caminhonete Chevrolet S10 cabine dupla de cor prata no dia do sequestro, enquanto João Lippert estava em cárcere privado no veículo de Tirone Lemos Michelin, uma Chevrolet Blazer de cor preta. Era José Luís Lippert da Silva que estava dirigindo o veículo de João Lippert, quando o mesmo foi encontrado às margens da BR-116 em um posto de gasolina Schell, passando muito mal com fortes dores no peito.


Chevrolet S10 - Chevrolet Blazer

(Leia o relato do sequestro que sofreu João Lippert)

Contudo, apesar de ser sabedor do crime que sofreu João Lippert, em depoimento na justiça, José Luís Lippert da Silva negou tudo e disse não ter conhecimento de nada (veja o depoimento).

Com isto, José Luis Lippert da Silva cometeu o crime de FALSO TESTEMUNHO, previsto do Artigo 342 do Código Penal, como segue abaixo. Deste modo, José Luis Lippert da Silva passa a ser suspeita de conivência com o crime de extorsão mediante sequestro que sofreu João Lippert.

Art. 342 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40 - CP - Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940
Art. 342.  Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral: (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
Pena - reclusão, de um a três anos, e multa. (Vide Lei nº 12.850, de 2.013) (Vigência)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 12.850, de 2013) (Vigência)
§ 1º  - Se o crime é cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 2º  - As penas aumentam-se de um terço, se o crime é praticado mediante suborno.
§ 3º  - O fato deixa de ser punível, se, antes da sentença, o agente se retrata ou declara a verdade.
§ 1o  As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é praticado mediante suborno ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal, ou em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.(Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)
§ 2o  O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o agente se retrata ou declara a verdade. (Redação dada pela Lei nº 10.268, de 28.8.2001)