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Canoas/RS, 05 de outubro de 2017.

QUEM É V.H.S.

Em depoimento na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas no dia 16 de junho de 2006, João Lippert, dentre outros relatos, relatou a extorsão mediante sequestro seguida de cárcere privado à mão armada que sofreu em 23 de janeiro de 1999. Crime cometido por Tirone Lemos Michelin, que durante o sequestro, entre exigências e ameaças, disse que o crime era a mandos dos reitores da ULBRA na época, Ruben Eugen Becker, Leandro Eugênio Becker e Pedro Menegat, que os reitores não permitiriam a implantação do Instituto IESES no Brasil e que não adiantaria João Lippert denunciar o sequestro, pois os reitores autoridades da justiça preparadas para não darem andamento às denúncias. (Leia o relato do sequestro)


Tirone Lemos Michelin - Ruben Eugen Becker - Leandro Eugênio Becker - Pedro Menegat

Porém, quando João Lippert começou a relatar sobre o delegado Flávio Comparsse Conrado, hoje falecido, que era sabedor do sequestro, e que Flávio Conrado havia colocado uma viatura da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas com dois policiais na Unidade de Ensino IESES Sapucaia do Sul após o sequestro, o escrivão de polícia e chefe de cartório da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas V.H.S. disse que não iria envolver o delegado Conrado naquele assunto, nem o nome da 3ª Delegacia de Polícia Civil e muito menos policiais lotados naquela delegacia. Com isto, V.H.S. não colocou aquele relato de João Lippert no depoimento do mesmo. João Lippert ainda argumentou ser seu direito ter seu depoimento na íntegra como dito. Porém, mesmo assim, V.H.S. foi taxativo e disse que não iria colocar tais informações e assim o fez.

Diante de tal fato gravíssimo, João Lippert solicitou falar diretamente com o delegado Flávio Comparsse Conrado naquele momento. No entanto, V.H.S. disse que Flávio Conrado era responsável por mais de quatorze delegacias e não permanecia na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas. João Lippert solicitou então, falar com o delegado titular de 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas na época, M.T.N., mas V.H.S. disse que o delegado estava fora em diligências e não tinha horário para retornar.

Não restou alternativa, diante da intimidação e abuso de poder do escrivão de polícia e chefe de cartório V.H.S, senão João Lippert assinar o depoimento e ir embora, mesmo não estando o depoimento com todas as informações passadas por João Lippert.

Em outro depoimento na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas, com o mesmo escrivão e chefe de cartório V.H.S., em 22 de junho de 2009, após colher o depoimento de João Lippert, disse que era para João Lippert esquecer o sequestro e tudo que os reitores da ULBRA fizeram, porque não iria adiantar as denúncias feitas ou novas denúncias, porque os reitores eram muito conhecidos de muitas autoridades e inclusive tinham parcerias com órgãos da justiça, que os reitores conseguiam o que queriam com sua influência e poder econômico, que oficiais de justiça e até mesmo policiais não conseguiam intimá-los. V.H.S. ainda disse que os reitores da ULBRA, hoje ex-reitores, nunca seriam responsabilizados por nada na justiça.

No referido depoimento, João Lippert estava acompanhado de Dionéia Rodolfo da Rosa, que ouviu todo o depoimento e tudo o que disse V.H.S.

Não bastassem esses fatos, em depoimento da filha de João Lippert, Chiara Aline Lippert, também na 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas, com o escrivão e chefe de cartório V.H.S., após colher o depoimento da mesma, V.H.S. disse a Chiara Lippert, que a mesma e seus familiares estavam confiando muito na justiça, que os mesmos estavam apelando muito para a justiça e reclamando como se isso fosse resolver os problemas ou fosse defendê-los. V.H.S. ainda disse a Chiara Lippert que haviam muitos homens da justiça ligados às pessoas que Chiara e seus familiares estavam denunciando.

V.H.S. ainda disse a Chiara que a ULBRA tinha parceria com a 3ª Delegacia de Polícia Civil de Canoas e que inclusive fornecia para a delegacia, folhas de ofício e tinta para impressão, e que a ULBRA tinha parceria com vários órgãos da justiça.

Isto se comprova com o convênio assinado entre a ULBRA e o Ministério Público em 1999, após o sequestro sofrido por João Lippert (veja o documento do convênio).

Como se não bastasse, em outro depoimento de Chiara Aline Lippert na mesma delegacia com o mesmo escrivão V.H.S., o mesmo disse, como sempre em tom áspero e arrogante, que fazia cinco anos que o mesmo conhecia Chiara e seu pai, João Lippert, e que os mesmos estavam sempre se queixando de alguém, sempre colocando alguém na justiça, querendo fazer queixas. V.H.S ainda perguntou em tom deboche: "Vocês não se cansam?"

Além do abuso de autoridades, constrangimento,humilhação e intimidação cometidos contra João Lippert e contra Chiara Lippert por mais um vez, V.H.S. ainda é suspeito de propositalmente não dar andamento em denúncias criminais de João Lippert, seus filhos Chiara, Robson e Keila, bem de Dionéia Rodolfo da Rosa e de Bruna Dartora, onde a maioria delas se quer foram remetidas ao Foro de Canoas, e as que foram encaminhadas ao Foro, foram remetidas fora do prazo, segundo juíza criminal do Foro de Canoas, sendo simplesmente arquivadas pela mesma.